SAF 3-5-2 Assinar

Uma SAF sem dono para o São Paulo

O clube guardião das tradições. Os torcedores como sócios. Dois parceiros para investir. Pesos e contrapesos reais, e ninguém mandando sozinho.

Proposta independente de torcedores. Sem vínculo com o São Paulo Futebol Clube.

20%Parceiros 50%Torcedores 30%O clube

27 de agosto de 2026

Faltaram 19 votos
para o clube
apenas estudar

O Conselho Deliberativo votou se o São Paulo deveria contratar um estudo de viabilidade sobre uma Sociedade Anônima do Futebol. Não era vender o clube, nem escolher comprador. Era estudar. Foram 136 votos contra e 99 a favor.

Enquanto isso, o clube bate recordes de receita e vive no limite do caixa. Os números do balanço de 2025 explicam a urgência melhor do que qualquer discurso.

R$ 1,07 bide receita em 2025, a maior da história do clube
R$ 858 mide dívida líquida, num endividamento total de R$ 1,067 bi
R$ 23,9 miem caixa no fim do ano
194 x 34o placar com que o Conselho reprovou o balanço

A tática 3-5-2

Em 2005 o campeonato mundial veio no 3-5-2. A proposta usa a mesma lógica fora de campo: três forças que se equilibram, cada uma dependendo das outras para decidir.

30%

A zaga: o clube

A associação segue sócia da SAF e recebe sua parte dos resultados para pagar as dívidas antigas. É a maior participação individual do modelo e guarda o que é sagrado: nome, escudo, cores e hino, com poder de veto garantido pela Lei da SAF.

50%

O meio: os torcedores

Ações abertas a qualquer torcedor na fase final do projeto, quando a SAF já tiver balanços auditados. Ninguém vota com mais de 5%, sozinho ou em grupo. É o motor do time.

20%

O ataque: os parceiros

Duas empresas sólidas, com 10% cada. Uma leva o patrocínio master da camisa, a outra os naming rights do estádio. Pagam em dinheiro pela participação e não votam nos próprios contratos.

As travas que
impedem um dono

Numa empresa com milhares de pequenos acionistas, quem tem 30% costuma mandar na prática. Sem regras adicionais, a SAF acabaria nas mãos do mesmo sistema político de hoje, só que com outro nome. Três travas resolvem isso.

Trava 1

Teto de voto de 5%

Qualquer pessoa pode comprar ações, mas ninguém vota com mais de 5% do capital, sozinho ou em grupo. É exatamente o limite que a Embraer adota; na Eletrobras, são 10%.

Trava 2

O 3-5-2 no conselho

Dez cadeiras: três do clube, cinco independentes e duas dos parceiros. O clube é a maior bancada, mas sete cadeiras estão fora do sistema político do clube. A presidência, que desempata, é sempre de um independente, em rodízio.

Branco: clube. Vermelho: independentes. Contorno: parceiros.

Trava 3

Transparência

Balanços trimestrais auditados com o futebol separado, contratos com parceiros aprovados só por conselheiros independentes e quarentena para quem ocupa cargo no clube social.

E o sócio-torcedor?

Quem paga todo mês, enche o estádio e compra camisa não decide nada no São Paulo. Pelo estatuto, o sócio-torcedor não é associado: não vota, não elege ninguém e não tem instância onde ser ouvido.

Vale ser honesto: virar SAF, sozinho, não muda isso. A eleição do presidente é matéria do estatuto da associação, e não da empresa. Apoiamos toda iniciativa que dê voz ao torcedor no clube, mas não prometemos o que a SAF não pode entregar.

O que ela pode entregar é voz dentro da própria SAF, onde o estatuto será escrito do zero. E há um motivo prático: o programa de sócio-torcedor é receita de futebol e tende a migrar para a empresa. Quem vira cliente da SAF precisa ser ouvido por ela.

Voz

Conselho Consultivo do Torcedor

Eleito pelos próprios sócios-torcedores, em votação digital auditada, aberta a quem tiver ao menos 12 meses de adimplência. É consultado sobre preço de ingresso, uniformes, horários de jogo e acessibilidade.

Resposta

Nada morre na gaveta

O conselho de administração não é obrigado a seguir a recomendação, mas é obrigado a responder por escrito. Recomendação e resposta são publicadas, as duas.

Fila

Prioridade nas ações

Na fase 3, parte da oferta é reservada a quem já era sócio-torcedor na criação da SAF, anos antes. Se a procura superar o lote, quem tem mais tempo de programa passa na frente.

Do estudo à bolsa

Nenhuma SAF brasileira tem ações em bolsa até hoje, e a bolsa exige balanços auditados sem ressalvas. Por isso a abertura de capital é a última etapa, não a primeira. Primeiro a casa em ordem, depois o torcedor vira sócio.

0

O compromisso

Cada candidato à presidência diz, publicamente, se vai contratar um estudo independente de viabilidade.

Até dezembro de 2026
1

Raio-X

Auditoria completa, avaliação independente do futebol, estudo jurídico e tributário e definição do que entra na SAF. Resultado público, decidido pelo Conselho e pelos sócios.

6 a 12 meses
2

SAF e parceiros

SAF constituída de capital fechado, com o estatuto já travado, e processo competitivo para escolher os dois parceiros estratégicos.

12 a 18 meses depois
3

Bolsa

Registro na CVM e oferta pública dos 50% para torcedores e investidores, com teto de voto de 5%.

Após 3 balanços limpos

As dúvidas de sempre

Virar SAF é vender o clube?
Não. Na SAF 3-5-2 ninguém compra o controle: o poder é dividido entre clube, torcedores e parceiros, com teto de voto e conselho em que nenhum bloco tem maioria. A associação continua existindo, com seus sócios e sua sede.
Podem mudar o escudo e as cores?
Não sem o sim do clube. A Lei da SAF (art. 2º da Lei 14.193/2021) dá à associação ações classe A com poder de veto sobre denominação, escudo, símbolo, marca, apelido, hino, cores e mudança de cidade-sede, qualquer que seja o tamanho da participação dela.
A SAF resolve tudo sozinha?
Não. SAF mal gerida também afunda, e há exemplos recentes no futebol brasileiro. A diferença está na governança, e é por isso que esta proposta começa pelas regras de decisão e só depois fala em dinheiro.
O que acontece com a dívida?
As dívidas anteriores continuam com a associação, que as paga com receitas próprias e com os recursos repassados pela SAF, destinados aos credores até a quitação. A lei também permite que credores convertam créditos em ações da SAF, com aprovação da assembleia.
O torcedor-acionista vai ficar rico?
Dividendo é improvável nos primeiros anos e pode nunca vir. O ganho possível está na valorização das ações, caso a profissionalização da gestão se traduza em resultados. É uma probabilidade, não uma promessa: ação de clube é investimento de risco, inclusive de rebaixamento. Esta página não vende nada e não recomenda investimento.
O sócio-torcedor vai poder votar para presidente do clube?
Isso depende do estatuto da associação, não da SAF. Esta proposta apoia a mudança, mas não a condiciona: são duas agendas complementares. O que a SAF 3-5-2 garante é voz dentro da empresa, pelo Conselho Consultivo do Torcedor, e prioridade na compra de ações.
E o Morumbis?
É uma das decisões que o estudo precisa comparar: transferir o estádio à SAF, o que aumenta o valor da empresa, ou mantê-lo com a associação e alugá-lo à SAF por longo prazo, o que preserva o patrimônio dos sócios e gera receita recorrente ao clube. A tendência desta proposta é a segunda hipótese.
Não seria melhor arrumar a casa primeiro?
O processo proposto é exatamente a arrumação da casa: auditoria, governança e balanços limpos vêm antes de qualquer venda de ações. E o estudo não obriga o clube a nada; ele apenas coloca os números na mesa.
Por que não copiar o modelo do Bayern?
No Bayern, a associação dos sócios tem 75% e a regra alemã do 50+1 garante o controle do clube. No São Paulo de hoje, isso deixaria a SAF sob o mesmo sistema político que recusou até um estudo. A 3-5-2 aproveita a ideia dos parceiros estratégicos e acrescenta o teto de voto e o conselho equilibrado.

A carta aberta
e as respostas

Em dezembro, o Conselho Deliberativo escolhe o presidente do triênio 2027-2029. Enviamos a mesma carta a todas as chapas, com quatro perguntas objetivas. Nenhuma delas pede a aprovação de uma SAF.

  1. Sua chapa se compromete a contratar, nos primeiros seis meses de mandato, um estudo independente de viabilidade de SAF e a publicar o resultado?
  2. Sua chapa se compromete a publicar balancetes trimestrais auditados, com o futebol separado das demais atividades?
  3. Sua chapa apoia que qualquer SAF do São Paulo tenha teto de voto por acionista e conselho de administração no qual nenhum bloco tenha maioria?
  4. Sua chapa se compromete a submeter o resultado do estudo à votação do Conselho Deliberativo e da Assembleia dos sócios?
Chapa1234Observação
  • Sim compromisso assumido  ·  Não recusou  ·  ainda sem resposta
  • As respostas são publicadas na íntegra assim que chegam, sem edição.

Assine o manifesto

Qualquer são-paulino pode assinar. Quanto mais assinaturas, mais difícil para os candidatos ignorarem o pedido de um estudo sério e público.

Publicamos apenas o número de apoios, nunca a lista de nomes. Seu e-mail não é divulgado nem compartilhado.